quinta-feira, 11 de março de 2010

O que não faz a bufunfa!

guns

Parece que este blog só fala de Guns N’ Roses agora né? Mas não, intrépido leitor, essa pequena nota apenas tem por objetivo comentar um detalhe invejável acerca da atual turnê que os caras estão fazendo pelo Brasil.

Além dos shows previamente confirmados, fiquei sabendo através do CifraclubNews que a banda fará uma apresentação “secreta” na noite de hoje que terá como palco a boate paulistana Disco.

Ai você se anima e me pergunta: Nossa! E como eu faço para arrumar ingressos?

A resposta é muito simples Yakitito. Basta tornar-se amigo da tetéia abaixo, que atende pelo nome de Ana Beatriz Barros:

ana-barros-3

Isso mesmo que você leu. A mocinha vai dar uma festa para seletos convidados, que simplesmente terá como atração principal o Guns N’ Roses!

Imagino como ela deve estar convidando os amigos para aparecerem por lá. Tipo, ó, se não tiver nada para fazer hoje, dá um pulo lá na Disco que vou dar uma festinha por lá. Vai ter gente legal, bebida e o Guns N’ Roses fazendo um som.

Caceta bicho, e eu já fico feliz quando contratam a minha banda para tocar em qualquer boteco pelos arredores. Quanto será que a guria pagou pelo “mimo”?

É duro ser pobre meu camarada.

Trailer do Robin Hood de Ridley Scott

RussellHood

Está na web o trailer da nova visão do lendário Robin Hood, desta vez pelo aclamado diretor Ridley Scott – aquele cara que quer filmar Banco Imobiliário – e com Russel Crowe no papel principal.

Confira aí:

Bacana. Parece uma mistura de Gladiador, também do Scott, com Coração Valente do Mel Gibson. Acho que vou dar uma chance. Apesar de adorar aquela versão de 1991 com o Kevin Costner e o Morgan Freeman.

Pelo menos podiam colocar uma música fodona neste novo, que nem fizeram com “(Everything I Do) I Do It for You”.

E falando no Kevin Costner, o cara sumiu hein. Que fim deu ele?

Viralzinho bacana de Tron Legacy

slice_tron_legacy_flynn_lives_viral_campaign_arcade_aid

A continuação do filme Tron, Tron Legacy, que chega aos cinemas no dia 17 de dezembro, disparou um interessante joguinho como parte de sua divulgação. Basicamente é uma tela com diversos personagens na qual você fica zanzando até reconhecer uma imagem familiar. Eu digo familiar por que existem 56 figuras que representam ícones famosos dos jogos de videogame. Por exemplo, aquele hamburguerzinho com um relógio no meio, é do game Burger Time de 1982 (sacaram? Burger, time). É só clicar em cima e escrever o nome.

Se pretende passar o seu tempo descobrindo o quão nerd você é tentando achar todos os 56 games, então dá uma clicada aqui. Eu confesso que reconheci só uns dez deles.

tron_legacy_flynn_lives_viral_campaign_arcade_aid_map_hi-res-423x600

Não sei se eu sou um verme, mas a verdade é que eu nunca assisti Tron. Pretendo redimir a mancada um dia, claro.

Vi essa no Collider.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Megaman X e as homenagens à cultura pop

mega_man_x

Hoje eu dei uma passada pelo UOL e sem querer acabei esbarrando com um slide show, daqueles que eles fazem sempre, contando toda a trajetória dos jogos do famoso personagem Megaman. Sério, tinham mais de 100 fotos e cada uma era de um game diferente. Muitos deles eu nem sabia que existiam e me peguei pasmado ao descobrir que a plataforma que mais recebeu jogos do robozinho azul não foi nenhum console, e sim, surpreendentemente, os telefones celulares.

Enfim, enquanto eu dava uma sapeada na matéria, me peguei lembrando de como era legal passar horas descobrindo qual era arma certa a ser usada para acabar com os inimigos, procurar itens pelas fases, conhecer a história e por aí vai. E também me veio a mente um detalhe curioso que diz respeito as pequenas homenagens, creio eu, embutidas nos jogos da franquia, principalmente na série X.

Quem não se lembra de jogar Megaman X e ter tido uma grande surpresa ao deparar-se com um vilão que era uma copia escarrada de outro famoso malvado da cultura pop? Claro que me refiro ao terrível Vile e sua semelhança gritante com o Boba Fett de Star Wars.

boba_vile

Não sei como a Capcom não levou um processo por plágio…

Falando nisso, não foi só em personagens que a série tomou emprestado alguns aspectos digamos, não tão originais. Fizeram isso na trilha sonora também. Vocês se lembram da fase do Neon Tiger em Megaman X3?


Parece familiar? Permita-me refrescar a vossa memória então:


Que chupinhada! E ainda falavam mal do Coldplay!

E tem mais, a versão norte-americana de Megaman X5 foi o auge das “homenagens” ao Guns N’ Roses. Como todos sabem, ou supostamente deveriam saber, os jogos do personagem são constituídos basicamente de uma tela cheia de janelinhas com as fotos de alguns robôs malfeitores que você tem que combater. Aí você vence um, ganha a arma dele e tenta descobrir para que ela serve partindo para cima de outro vilão. No referido jogo, há um detalhe deveras chamativo na fase de um inimigo denominado, veja você, Axle The Red!

Dá só uma olhada no tema de fundo:

megaman-guns

É meus amigos, e  não é tudo. Nesse game você ainda enfrentava nada mais, nada menos, do que o próprio Guns N’ Roses! Os nomes de alguns dos inimigos eram Grizzly Slash, Squid Adler, Izzy Glow, Duff McWhalen, Dark Dizzy e Mattrex.

Sacaram?

Grizzly Slash - Slash
Squid Adler - Steven Adler
Izzy Glow - Izzy Stradlin
Duff McWhalen - Duff McKagan
Axle The Red - Axl Rose
Dark Dizzy - Dizzy Reed
Mattrex - Matt Sorum

Fora que no sétimo capítulo, foi introduzido (ui!) um novo herói à patota e batizaram o robozinho com o singelo nome de Axl.

Vai ser fã assim, hein programadores da Capcom?

Mas tudo bem, sendo homenagem ou não, pelo menos ficou bastante engraçado. Ou não é legal o suficiente você poder dizer por ai que saiu na porrada com o Duff McWhalen logo após meter algumas rajadas de prótons no Grizzly Slash?

terça-feira, 9 de março de 2010

Top 6: Canções cover melhores que as originais

NDM TOP 6 D

Música, a linguagem universal. A força que mais aproxima, emociona e se faz presente nas vidas dos milhares de habitantes desse planeta. Desde os primórdios, quaisquer que fossem os formatos, de batuques tribais a mega espetáculos progressivos, lá estava ela, criando e recriando-se, tornando-se movimentos e formas para o ser humano expressar os seus sentimentos a quem de bom grado aceitar.

E nessa extensa história musical sempre existirão pessoas que propagarão uma idéia anterior. Seja em bares, em eventos, nas ruas, ou em grandes shows, um artista normalmente toma por influência melodias pelas quais ele tenha sido conquistado. Em casos raros, certas versões ficam tão boas que acabam superando as dos autores.

E é disso que se trata a nossa lista de hoje. Apertem os cintos e bem vindos ao Top 6: Canções cover melhores que as originais.

Número 6: Havana Affair

De quem: Ramones
Por quem: Red Hot Chili Peppers

Do que se trata: “Havana Affair” é uma música presente no disco de estréia da lendária banda de punk rock, os Ramones. Foi composta por Dee Dee e Johnny Ramone. A letra diz respeito a um sujeito ignorante que passa a trabalhar para o governo dos Estados Unidos como espião em Cuba. Uma crítica política aos tempos da guerra fria.

Por que está na lista: Em 2003, um ano antes de falecer vítima de um câncer na próstata, o guitarrista Johnny Ramone e o músico e cineasta Rob Zombie, produziram e lançaram “We're a Happy Family - A Tribute to Ramones”, disco tributo reunindo diversos grupos famosos tocando as suas versões de músicas da lendária banda nova-iorquina que separou-se em 1996. O álbum varia entre xerocópias inspiradas e boas reinvenções, passando por uma ou outra interpretação não tão inspirada assim, até uma tenebrosa e indefensável tentativa de dar nova cara para “The KKK Took My Baby Away” pelo doidão Marilyn Manson. Porém, o destaque vai para o Red Hot Chili Peppers e sua “Havana Affair”.

O grande acerto e mérito dos californianos foi ter enxertado tanta personalidade na canção que simplesmente a fez soar como uma composição própria da banda. Exatamente como os Ramones costumavam fazer. Os quatro rapazes do Queens sempre tiveram a fama de incluir covers em seus discos que acabavam por tornar-se pequenas “pérolas ramonianas”, com algumas pessoas realmente acreditando que na verdade aquelas músicas haviam sido escritas por Dee Dee, Joey e companhia. Entre elas estão as eternas “Needles and Pins”, “Surfin’ Bird”, “Baby, I Love You” e “I Don’t Wanna Grow Up”.

Curiosidades: Johnny Ramone gostou tanto da gravação que fez questão de indicá-la para abrir o álbum “We're a Happy Family - A Tribute to Ramones”. Ela também foi incluída nas edições do disco Stadium Arcadium vendidas através do Itunes e vira e mexe é tocada ao vivo pelos rapazes do Red Hot Chili Peppers.

Ouça a original clicando aqui.

número 5: london, london

De quem: Caetano Veloso
Por quem: RPM

Do que se trata: “London, London” é uma canção composta por Caetano Veloso durante o seu período de exílio em Londres iniciado ao final da década de 60. Foi lançada no terceiro álbum solo do cantor, em 1971. A letra fala sobre o sentimento de ser um desconhecido em um lugar distante de seu lar. No caso, as pacatas ruas da capital do Reino Unido.

Por que está na lista: A década de 80 foi a era de ouro para o rock nacional. Bandas como Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Camisa de Vênus, Ultraje a Rigor, Titãs, Engenheiros do Hawaii, além do indefectível Raul Seixas, fizeram do período a época mais criativa para o gênero no Brasil em todos os tempos. O ano de 1985 teve um papel todo especial nessa história, já que o país foi palco de um dos mais grandiosos festivais que se tem notícia, o lendário Rock in Rio I. Também no ano de 1985, começava a espreitar pelas rádios uma versão da música “London, London” interpretada pelos rapazes do RPM, banda que estava fazendo um grande sucesso pelo Brasil com o disco “Revoluções por Minuto”. O lançamento da canção seria consolidado em 1986 no álbum “Rádio Pirata Ao Vivo”, um fenômeno com quase três milhões de cópias vendidas na época.

Sem jamais tirar a importância ou significado da melodia original, a nova visão acabou soando bem mais melancólica e bela em seu resultado. Pontos para o instrumental e principalmente para Paulo Ricardo, que apresenta um inglês com sotaque não tão pesado quanto o de Caetano Veloso, além de ser dono de uma das melhores vozes do rock nacional. Pena que o figura tenha pirado de vez durante os anos 90, lançando discos solo para lá de questionáveis.

Curiosidades: A versão do RPM de “London, London” ficou bastante famosa mesmo antes de ter sido oficialmente lançada no álbum “Rádio Pirata Ao Vivo”. Durante um show da banda no Rio Grande do Sul, algum espertalhão se encarregou de gravar a canção direto da mesa de som. A música foi parar nas rádios e logo se transformou em uma das mais pedidas, de norte a sul do país. Alguém achava que a pirataria era exclusividade dos tempos modernos?

Ouça a original clicando aqui.

número 4: Twist and shout

De quem: Top Notes
Por quem: The Beatles

Do que se trata: “Twist and Shout” foi originalmente lançada em 1961 pelos Top Notes, grupo que nunca mais apresentou qualquer outro material digno de nota. Escrita pelos compositores Phil Medley e Bert Russell, a letra nada mais é do que uma ode a diversão. Dance, baby, dance.

Por que está na lista: Se os Ramones podiam orgulhar-se da característica de conseguir transformar canções cover em algo que se assemelhasse ao seu trabalho habitual, devem agradecer principalmente aos Beatles, que também inventaram a roda, o velcro, o soro antiofídico e as leis da termodinâmica. É mentira, os caras não fizeram tudo isso, mas de fato foram eles o primeiro grupo de rock a se dar bem no mundo das gravações de músicas cover. Tanto que os seus dois primeiros discos, “Please, Please Me” e “With the Beatles”, são compostos basicamente de uma fórmula simples: oito músicas autorais e seis regravações. A banda ainda retornaria ao mesmo formato no quarto álbum de estúdio “Beatles for Sale”. Muitas dessas canções tornaram-se bem mais conhecidas através do Fab Four do pelas primeiras versões, dentre elas “Boys”, “Please Mr. Postman”, “You Really Got a Hold on Me” e o medley “Kansas City/Hey, Hey, Hey, Hey!”. Mas sem dúvida a mais famosa de todas é a nossa “Twist and Shout”, diretamente transcrita do Soul para o Rock and Roll.

Consta que a primeira versão, aquela do Top Notes, não teria agradado ao compositor Bert Berns por ter saído bobinha demais. E olha que ela foi produzida pelo malucaço Phil Spector, que durante sua carreira no meio musical conseguiu arrumar encrenca com meio mundo e hoje está enjaulado cumprindo prisão perpétua pelo assassinato da atriz Lana Clarkson. Enfim, Berns soube que a famosa banda de Rhythm and Blues, os Isley Brothers, estava interessada em regravar a canção e ofereceu-se para produzir e mostrar ao Spector como é que o negócio deveria ter sido feito. A gravação conquistou uma repercussão considerável, tendo figurado com destaque nas paradas Pop e R&B norte-americanas. Um ano depois seria a vez dos quatro de Liverpool registrarem “Twist and Shout” definitivamente na história da música atual, ao incluir o cover da canção em seu álbum de estreia.

Curiosidades: Durante a sessão de gravação, John Lennon, acometido por um forte resfriado, levava o dia à base de leite e pastilhas para a garganta. Como as músicas do disco foram gravadas de uma única vez, em dez horas de estúdio, e sendo “Twist and Shout” a última delas, esse pequeno obstáculo foi o que acabou dando a canção o tom de voz agressivo que pode ser ouvido no disco. E tudo isso gravado em um só take, mesmo com a insistência do produtor George Martin em fazer uma segunda tomada que ficou só na tentativa, pois Lennon já não tinha mais voz para tal feito. A música voltaria a ter um revival mundial nos anos 80 ao ser incluída em uma das mais fantásticas e antológicas cenas da história do cinema, o carro alegórico na parada de rua em Curtindo a Vida Adoidado do genial diretor John Hughes. Um anúncio no rádio convidando a quem quisesse aparecer para “fazer parte de um filme de John Hughes” acabou juntando mais de dez mil pessoas no centro de Chicago.

Ouça a estranha versão original clicando aqui e a dos Isley Brothers aqui.

Número 3: The Man Who Sold The World

De quem: David Bowie
Por quem: Nirvana

Do que se trata: “The Man Who Sold the World” é uma canção de David Bowie e faixa título de seu terceiro álbum, lançado nos Estados Unidos em 1970. A princípio a letra soa pessimista e digna de diversas interpretações. Há quem diga que, assim como outros temas do disco, ela possa ter sido baseada nos trabalhos de fantasia e terror do escritor H.P. Lovecraft. Outros a citam como um reflexo das preocupações de Bowie com personalidades múltiplas ou divididas. Também se acredita que ela tenha sido parcialmente inspirada pelo poema “Antigonish” de Hughes Mearns, escrito em 1899 e baseado em um suposto fantasma que estaria rondando uma escadaria de uma casa dita assombrada na cidade de Antigonish, Nova Escócia. Os versos da poesia podem ser vistos em alguns filmes de suspense como o excelente Identidade com John Cusack e Ray Liotta, além do mediano Evocando Espíritos.

Por que está na lista: Temos aqui um caso semelhante à nossa quinta posição. Mesmo que se analisada musicalmente a canção não tenha sido drasticamente alterada, o toque pessoal do Nirvana acabou presenteando-lhe com um aspecto racional, realmente demonstrando melancolia e pessimismo, no clima de uma apresentação que certamente pode ser classificada como uma das melhores na história da banda, o MTV Unplugged in New York.

A simplicidade foi a chave de ouro. Toda a sonoridade básica dos anos 90 vem à tona nesse show e nessa canção. E alia-se a isto o fato de os rapazes do Nirvana nunca terem sido conhecidos mundialmente como exímios instrumentistas – bom, tirando o baterista Dave Grohl, mas essa já é outra história – e sim como um grito daquela juventude saturada que permeou a referida década. O violoncelo de Lori Goldston e o violão de Pat Smear, além da voz característica de Kurt Cobain, contribuíram para que a gravação se tornasse inesquecível.

Curiosidades: A música já havia ganhado uma regravação memorável na própria década de 70 através da cantora escocesa Lulu, que transformou a versão original, quase um mambo, em uma deliciosa canção pop. David Bowie por diversas vezes também se sentiu incomodado quando executou “The Man Who Sold The World” ao vivo, e teve de ouvir comentários de garotos que diziam “o quanto era legal vê-lo tocar um som do Nirvana”. O músico declarou que a sua vontade no momento era a de mandá-los ir tomar naquele lugar.

Ouça a versão original clicando aqui.

Número 2: Knockin' on Heaven's Door

De quem: Bob Dylan
Por quem: Guns N’ Roses

Do que se trata: “Knockin 'on Heaven's Door” é uma canção escrita e interpretada por Bob Dylan para trilha sonora do western Pat Garrett and Billy the Kid de 1973, do qual ele também fez um pequeno papel como o personagem Alias. A letra fala sobre os sentimentos de um homem da lei que não quer mais seguir a sua profissão por sentir-se tocado em fazer algo melhor.

Por que está na lista: Assim como o lendário cantor folk Bob Dylan, o Guns N’ Roses gravou a música como uma trilha sonora para um filme, no caso o drama Dias de Trovão com Tom Cruise. Posteriormente a canção viria a fazer parte do álbum “Use Your Illusion II” e do disco ao vivo “Live Era: '87–'93”, com uma gravação retirada do Freddie Mercury Tribute Concert, show realizado no estádio de Wembley, em 20 de abril de 1992, em memória de Freddie Mercury, vocalista da banda inglesa Queen.

Independente de sua atual fase, ou de quaisquer desvios que eles possam ter tido ao longo de sua trajetória, é inegável que o Guns N’ Roses escreveu o seu nome na história da música. E isso pode ser comprovado por sua soberba versão de “Knockin 'on Heaven's Door”. Em um ótimo trabalho de estúdio envolvendo várias mixagens do vocal de Axl Rose e com o guitarrista Slash criando uma das mais lembradas – e copiada em festinhas, rodas de violão, churrascos e afins - frases de guitarra de todos os tempos, a uma vez chamada “banda mais perigosa do mundo” guardou a sua versão de “Knockin 'on Heaven's Door” eternamente nas lembranças de rockers mundo afora.

Curiosidades: “Knockin 'on Heaven's Door” já foi regravada por dezenas de artistas que vão de Bon Jovi, U2, Avril Lavigne, Bob Marley, Lynyrd Skynyrd, Aerosmith, Bruce Springsteen, Roger Waters e Nazareth, até o nosso Zé Ramalho, fã mais do que declarado de Bob Dylan.

Ouça a original clicando aqui.

Número 1: with a little help from my friends

De quem: The Beatles
Por quem: Joe Cocker

Do que se trata: “With a Little Help from My Friends” é uma faixa que integra o conceituado álbum “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, de 1967, gravado pelos Beatles. Foi composta por John Lennon e Paul McCartney para ser cantada pelo baterista Ringo Starr, que interpretava um personagem fictício chamado Billy Shears. A letra da canção é formada em grande parte por uma conversa, na qual os outros três Beatles cantam algumas frases em forma de perguntas e Ringo Starr as responde, como por exemplo: “Você acreditaria em um amor à primeira vista?  Sim, eu tenho certeza de que isso acontece o tempo todo”.

Por que está na lista: Como dito anteriormente, os Beatles tinham uma facilidade inacreditável em escolher uma musica, gravar um cover e torná-la fantástica. Porém, foram poucas as vezes que alguém conseguiu fazer ao contrário. Joe Cocker e os rapazes do The Grease Band conseguiram. Eles pegaram uma canção relativamente simples e a transformaram em um hit épico para uma geração, principalmente quando a apresentaram no histórico festival de Woodstock, em 1969. O referido show, como todos deveriam saber, foi uma comemoração que exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1960 e começo de 70. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores.

Um dos pontos altos do festival foi a participação de Cocker, com sua voz rasgada e maravilhosamente marcante, executando “With a Little Help from My Friends”. Posteriormente ele passaria por períodos instáveis envolvendo alcoolismo e drogas, mas nada que tenha tido força o suficiente para fazê-lo parar ou calar a sua voz. O hoje senhor de 65 anos ainda é mundialmente aclamado e sempre reconhecido como um dos sobreviventes do Woodstock.

Curiosidades: O trabalho de guitarra na versão de estúdio de “With a Little Help from My Friends” foi gravado nada menos que por Jimmy Page, o eterno guitarrista do Led Zeppelin, no disco homônimo de 1969. Tal gravação também ficou bastante conhecida no Brasil durante os anos 90 por ter sido incluída na abertura do seriado Anos Incríveis (The Wonder Years) que durou seis temporadas.

Ouça a original clicando aqui, a versão do Woodstock clicando aqui e a abertura de Anos Incríveis aqui.

Menções Honrosas

Uma das bandas que teve o talento de gravar algumas canções cover que se não ficaram melhores encostaram lado a lado das originais, foi o Creedence Clearwater Revival. Dentre elas pode ser citada a sua maravilhosa versão de “I Put a Spell on You” composta por Screamin' Jay Hawkins e também “I Heard It Through the Grapevine” do lendário Marvin Gaye.

Outro que não pode deixar de ser mencionado é o eterno homem de preto Johnny Cash. O famosíssimo cantor folk, falecido em 2003, também nos brindou durante a sua carreira com interpretações extremamente pessoais de diversas canções, inclusive de algumas bandas contemporâneas tais como U2, Beck e Soundgarden, além de ter feito uma gravação simplesmente assombrosa da música “Hurt” do Nine Inch Nails.

E é esta bela versão que termina o segundo Top 6 do Ninho da Mente. Obrigado por acompanhar e até a próxima.

Agradecimentos: Wikipédia, Sidneyrezende.com

Hollywood vai filmar o Livro de Gênesis em 3-D

slang_appel

Deu no Omelete:

A nova mania do 3-D chegou à Bíblia. A Paramount Pictures está planejando contar no cinema a história da criação, segundo o Livro de Gênesis, no filme In the Beginning.

De acordo com o Deadline, Cary Granat, cofundador da produtora Walden Media, será o produtor do filme com a companhia Reel Fx. John Fusco (Mar de Fogo, O Reino Proibido) já escreveu um roteiro - que usa o Gênesis como base - e a direção vai ficar com David Cunningham (Os Seis Signos da Luz).

A ideia da Reel Fx é finalizar cenas-teste e exibir a executivos para garantir o sinal verde do estúdio. In the Beginning está orçado em US$ 30 milhões. Ainda segundo o Deadline, Granat quer um espetáculo visual que agrade tanto cristãos quanto o novo público devoto do 3-D.

Quer dizer, já estão querendo fazer um REMAKE da BÍBLIA e ainda por cima EM 3-D!

Grande ideia! Parabéns pessoal!

que-burro

E vocês ainda falam que eu reclamo demais.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Oscar 2010: Salute to Horror

exorcist

Apesar de este ser um blog predominantemente sobre cultura inútil, você já deve ter sacado qual o gênero preferido por aqui, não? Então, é por essas e outras que eu fico bastante feliz em presenciar homenagens aos ícones do Horror, principalmente em se tratando de uma feita durante a cerimônia do Oscar.

Tudo bem, tinham que dar a mancada de colocar o Taylor Lautner e a Kristen Stewart para apresentar, e também enfiar uma ceninha bastante suspeita lá no meio dos vampiros, mas enfim, creio que o vale é a intenção. E é claro, se lembrar de slashers, possessões, monstros clássicos, vampiros e fantasmas.

Se você não viu, confira a homenagem que aconteceu na noite de ontem, 7 de março. E antes que tirem do ar também.

Muito engraçada essa paródia de Atividade Paranormal com os anfitriões Steve Martin e Alec Baldwin, mas o que valeu mesmo foi a expressão de alegria do Quentin Tarantino no final!

E ai, o que acharam?

 
BlogBlogs.Com.Br