Jogos Mortais VI: Impressões

segunda-feira, 9 de novembro de 2009


Mais um novembro, mais um Saw. Apesar de ter esperneado como uma putinha durante todo o ano dizendo que não ia ver o filme no cinema, eis-me aqui, quando acabo de chegar da sessão de Jogos Mortais VI. Fiquem tranquilos, pois essa é apenas uma impressão sem spoilers. O artigo cagueta eu prometo para o fim da semana.

Sem frescura, Jogos Mortais VI vale o ingresso. Principalmente se você for fã da franquia. Não é a melhor produção entre as seis, mas eu garanto que não vai te dar aquela sensação amarga de ter sido enganado deixada pelos dois filmes anteriores. Se parasse por aqui, a hexalogia seria fechada de forma respeitosa e até satisfatória, claro que se perdoando os absurdos no roteiro e certas soluções que podem não agradar a alguns espectadores.

Costas Mandylor (ô nomezinho) continua ruim como sempre, embora o seu Mark Hoffman se torne um personagem bem mais interessante. Nos demais papéis, destacam-se a ótima performance de Peter Outerbridge como William Easton, vítima da vez neste sexto filme e também a Jill Tuck, esposa de Jigsaw interpretada por Betsy Russell, que ganha uma importância gigantesca. Aliás, como é linda essa Betsy, não? Mesmo toda "embarangada" ainda consegue ficar bonita.

Um dos méritos notáveis e ponto alto da produção é a direção de Kevin Greutert. O cara tem cacife mesmo sendo o seu primeiro trabalho na cadeira de diretor já que conhece a série como ninguém, sendo ele o responsável pela edição de todos os filmes da franquia. Não é um ferrenho adepto da "câmera giratória" de James Wan - diretor do filme original - que foi re-utilizada constantemente por Darren Lynn Bousman - diretor das partes 2,3 e 4 - e nem tampouco criou um clima tão escuro abusando de cortes inusitados como fez David Hackl na parte 5. Contudo, sua estética é a que mais remete ao diretor do primeiro Saw.

Greutert, juntamente com os roteiristas Patrick Melton e Marcus Dunstan, teve o mérito de trazer de volta a série um elemento que fez falta nos últimos filmes: tensão. O roteiro de Jogos Mortais VI se encontra entre os mais tensos da franquia, com momentos que farão casaizinhos se grudarem durante a exibição. E isso sustentado pela trama e seus personagens, não apenas pelas generosas cenas de violência quase tão explícitas quanto às do terceiro filme. Como resultado, Jogos Mortais VI agrada e atende às expectativas de quem esperava por algumas explicações. E ainda cria uma ponta não tão odiável a ser explorada na já confirmada sétima parte.

Sim, provavelmente ainda teremos de dois a três capítulos do caça-níqueis anual da Lionsgate. Entretanto, Jogos Mortais VI faz o público refletir da mesma forma que fez o terceiro filme, fechando um ciclo de forma aceitável. Resta saber o que as mentes sádicas dos roteiristas irão criar para os próximos episódios da saga de Jigsaw, ou de Hoffman, ou quem quer que seja.

4 comentários :

Unknown disse...

Sim Edu aurrai, saw VI impressionou em vários aspectos, principalmente sobre o desenrolar da história envolvendo Hoffman,e a inusitada Betsy. Confesso que desta vez houve a tensão desejada e um final muito atraente com deixas significativas para um próximo filme!
Abração Edu.
Tiago Barbosa

Welberth P. Pimenta disse...

Muito bom, achei que Costas melhorou um pouco mas nem tanto.
Peter foi ótimo e Tanedra me surpreendeu.

Marcel disse...

É bom lembrar que a bilheteria desse episódio já não foi tão bom quanto as anteriores.

A franquia está perdendo força... quem sabe eles não param no 10 xD

Naylinha ;) disse...

que drogaa ¬¬' eu ainda não vi! rs e agora com esse quase 'spoiler' quero ver mais ainda! anciosaa demais rs

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