Donkey Kong Country 3: O patinho feio da trilogia Kong

terça-feira, 31 de agosto de 2010

dx3

Uma grata surpresa aos gamers das antigas que ainda continuam em atividade foi o anuncio por parte da Retro Studios de que um quarto capítulo da série Donkey Kong Country será lançado para o Nintendo Wii em novembro deste ano. Intitulado Donkey Kong Country Returns, o game promete resgatar a jogabilidade dos primeiros títulos em um estilo 2.5D, parecido com o utilizado em Street Fighter IV. Donkey Kong Country fez um sucesso estrondoso quando foi lançado para o finado Super Nintendo nos idos de 1994. O jogo trazia gráficos impressionantes para a época, trilha e efeitos sonoros cativantes e inesquecíveis, além de dois personagens principais extremamente carismáticos: o forçudo gorilão Donkey Kong e o esperto macaquinho de boné vermelho, Diddy Kong.

No ano seguinte chegaria às lojas a continuação do game. Batizada como Donkey Kong Country 2: Diddy Kong’s Quest, a segunda aventura da série era simplesmente fantástica e ainda hoje tem mérito para figurar tranquilamente na lista dos melhores jogos de videogame de todos os tempos. Tudo o que havia de bom no primeiro foi amplificado ao cubo e até a ausência de Donkey Kong foi compensada com a estréia da simpática Dixie Kong e seu longo penteado rabo-de-cavalo. Em 1996 seria a vez do terceiro capítulo da saga dos Kongs aportar pelos consoles de 16 bits da Nintendo mundo afora. Donkey Kong Country 3: Dixie Kong's Double Trouble chegou com a promessa de dar um novo ar para a série e tentar repetir o sucesso obtido pelos dois primeiros games. É uma pena que a tentativa terminou por falhar miseravelmente.

donkey_diddy_dixie

Calma amigo leitor, não há necessidade de amaldiçoar-me ou de enxovalhar a minha querida mãezinha, tudo tem uma explicação. DKC3 não é um game ruim, pelo contrário, é deveras divertido e me roubou muitas horas de jogatina em meus tempos áureos. O grande problema é que a terceira aventura dos Kongs perde feio em todos os sentidos se for comparada com os capítulos anteriores. A começar pela história que nada mais é do que uma xerocópia do segundo DKC, quando Diddy e Dixie saem em busca de Donkey Kong que havia sido sequestrado pelo malvadão King K. Rool. Desta vez, o gorila bobalhão não só se deixou raptar novamente como também acabou arrastando o pequeno Diddy Kong no processo. Vai ser lerdo assim lá longe, hein senhor Donkey.

Por fim, sobrou para a pobre Dixie, que na falta de uma companhia mais adequada teve de levar o seu “priminho” como parceiro de aventuras: Um enorme bebê gorila que atende pela alcunha de Kiddy Kong. E aqui entre nós, ô bicho chato esse macaco! Ele não tem um pingo do carisma que os outros Kongs tinham e ainda por cima acaba ofuscando a presença da protagonista Dixie de tão xarope que é. Uma das grandes sacadas nos dois primeiros jogos era justamente a química entre os personagens principais. Quem não se lembra de Donkey e Diddy tirando onda um com o outro? Ou Dixie e Diddy curtindo um som no final das fases? Pois então, o mais divertido que se vê nesse terceiro game é o momento de troca de lugar entre os dois símios. No mais, o bebezão só anda por ai com cara de bobo e um sorriso para lá de idiota nos lábios.

diddy

Outro aspecto que ficou um tanto dissonante foi a ambientação. Os dois primeiros games tinham o seu lado engraçado, porém grande parte dos cenários eram sérios e sombrios, principalmente em DKC2 e a sua temática envolvendo piratas. Esse terceiro capítulo - ainda que continuasse apresentando excelentes gráficos - acabou por apostar em formas mais infantis, coloridas e alegres, provavelmente visando agradar a criançada que dava os seus primeiros passos nos jogos eletrônicos. O fator gameplay se refletiu nessa mudança, já que a dificuldade foi bastante reduzida e irritantemente baseada em puzzles. Todos os chefes possuem algum “esqueminha” simples para serem derrotados. Isso sem contar as fases em que se deve decorar caminhos para atravessar. Até os próprios barris que levam à áreas secretas ficaram muito mais fáceis de serem encontrados em DKC3.

As antes hilárias participações do resto da família Kong também foram drasticamente reduzidas neste cartucho. O único que ainda tem alguma relevância é macaco surfista Funky Kong, que deixou de trabalhar com aviões para se dedicar aos barcos. O fanfarrão Swanky abandonou o seu quiz show para comandar uma barraca de tiro ao alvo onde o jogador compete contra o velho Cranky Kong, que também não dá mais dicas ou conselhos oriundos de sua vasta sabedoria. A vovó Wrinkly se limita apenas a salvar o seu progresso no jogo e dizer um monte de abobrinhas sem sentido que não fazem a mínima falta. O papel de interagir com os protagonistas ficou a cargo de um bando de ursos paranóicos e bipolares que não levantam a bunda da cadeira para nada e vivem pedindo favores para Dixie e Kiddy.

cranky

Enfim, Donkey Kong Country 3: Dixie Kong's Double Trouble não é um mal jogo como um todo, mas bem que poderia ter seguido um pouco mais dos passos de seus dois irmãos mais velhos. Um paradigma bastante interessante que se pode fazer com a trilogia Kong é compará-la às três primeiras produções da franquia O Exterminador do Futuro, apenas desconsiderando o quarto episódio, Terminator Salvation. Assim como nos games, esses filmes começaram muito bem, gerando um clássico logo de cara, ganhando uma continuação que é constantemente considerada como uma das melhores partes dois do cinema e por fim um terceiro filme que, apesar de não ser lá grandes coisas, ainda continua divertido e livre para se cadastrar como um bom entretenimento, mesmo que insista em não se levar muito a sério.

hand Tolk tu da hend

Veremos como a Retro Studios vai se virar com o Donkey Country Returns. Será um jogo épico ou uma nova deslizada? Eu aposto na primeira opção, já que as prévias prometem. E muito.

12 comentários :

Carlos Ismael Correa de Toledo Junior disse...

Eu gostei mais do primeiro, achei mais carismatico, simples e inocente de todos, do tipo de coisa que o capitão Nascimento jogaria e esqueceria de td a mandade do mundo, ja os outros 2, eu joguei, mas não foi la aquelas coisas. O tres eu nem cheguei a dar final...

Eu tava jogando ate pouco tempo, ate a Sarah me pedir o PS@ emprestado(eu tinha um cd com tds jogos de Snes) e perder todos os jogos...

Marcel disse...

Recentemente, eu joguei novamente a trilogia DKC no emulador do meu pc..e realmente, o mais fácil de jogar foi o DKC 3.

Óbvio que havia partes que te sugava várias e várias vidas, mas nada comparado aos dois primeiros.

Agora na real, eu acho que o que matou a franquia não foi esse jogo mas o DK 64.

Marcel disse...

Não que o jogo seja ruim, mas perto da trilogia clássica não tem a mesma graça.

Sem contar que nenhum dos três Kongs novatos tem um pingo de carisma que a Dixie tinha.

PauloDDD disse...

O que matou a franquia foi o DK 64 [2]
Nunca tinha parado pra comparar o DKC3 com os outros jogos da franquia, Diante de tudo isso posto nesse post faz até sentido, mas não considero o título o patinho feio (até porque minha preferência é DKC2 > DKC3 > DKC > pacman > abismo > DK 64)

Anônimo disse...

Cara...esse post é tão inútil

Anônimo disse...

Eu realmente não gosto de jogar o DKC3, o Kiddy é muito chato e as fases são totalmente infantis. Ainda hoje jogo até zerar os DKC1 e DKC2...Inclusive to pensando em comprar o Wii só pra poder ter os jogos clássicos, q estão a linha 2D q simplesmente foi a melhor época dos games.

Anônimo disse...

finado Super Nintendo não, ETERNO !

Ana Luana disse...

Excelente post! Divulgue outros assim neste agregador:

http://twixar.com/6tt

Valeu!

Juliano de Jesus disse...

EU SOU FÃ, APOSTO Q TA TD DECORADO NA MINHA CABEÇA AINDA, CONCORDO COM O FATO DO 3 SER INFANTIL, MAS SEI LÁ, MELHOR Q O 2 NAO IA FICAR MSM ;)


http://www.novaquahog.com/

Anônimo disse...

rapaz me deu uma saudade agora heinn quando vi a terceira imagem .

The Fuinty disse...

Cara...esse post é tão inútil [2] Puro fanatismo pelos clássicos dos clássicos DKC, e ecluindo totalmente o DKC3 por ser o ultimo do SNES. Uma coisa que ninguem cita muito é que no DKC o máximo que se faz é andar de aviãozinho. no 2 tbm, e é claro, vai pra um mundo diferente, agora no 3, alem de vc ter uma variedade de veiculos , o que eu axo q torna mais interessante e divertido no jogo, voce tem poder de controle sobre esses veiculos, indo e vindo com eles aonde quer que dê pra vc ir com eles, outra coisa legal desse que os outros não tem são as bases de trocas e compra de itens, as fases bem projetadas, ou vão dizer que a fase do serrote, ou a do foguete não foram bem feitas e não dão originalidade e diversão nenhuma? Sem contar tbm os Bananabirds, que bem dizer é um objetivo do jogo você pegar todos, pra poder terminar o jogo! ... DKC 3 é muito melhor que DKC e melhor que DKC2, mas respeito quem diz ou quem gosta mais do 2 e acha que ele é o melhor DKC do SNES, pois o DKC2 foi um dos melhores jogos que ja joguei na minha vida. A unica coisa de ruim nele concerteza é o fato de nao ter como personagem de jogo Diddy nem Donkey Kong... e o Kiddy pode ser um personagem totalmente 'lixo', mas no jogo tem partes que ele é fundamental, principalmente em partes que se tem que jogar a Dixie nas partes mais altas, e tbm quando se precisa fazer akelas cambalhotas na agua, que é claro, ficou muito forçado, mas mesmo assim, é divertido e legal... DKC3 nao é um jogo ruim! sem mais...

bananabird disse...

Donkey Kong Country 4: The
Kongs Return é um remake que mistura todos os elementos e personagens
dos 3 jogos lançados para Super Nintendo, além de alguns elementos e
estágios novos.


http://dkc4.blogspot.com.br/

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