terça-feira, 30 de março de 2010

As 160 melhores frases de Arnold Schwarzenegger

governator

Bom, estou com preguiça até umas horas. Então hoje só tem um vídeo publicado no Pajiba.com, que apresenta as 160 – ou sei lá quantas, nem contei – frases mais marcantes ditas pelo governator em sua carreira cinematográfica.

Saca só:

Cocaínum!

Caraca, o sotaque desse cara é muito engraçado, não é não? Faltou só o I like bunda aí no meio para ficar completo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A inglesada pirou?

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É sabido que o que o povo inglês adora listas. Fazem listas para tudo, pior do que blogueiros com tops qualquer coisa (me incluo nessa).

Pois saca só a mais nova da revista “Q”, publicada no UOL:

“Liam Gallagher, do grupo Oasis, foi eleito melhor líder musical de todos os tempos, à frente de nomes como Bono Vox, Freddy Mercury, Paul McCartney e John Lennon, em uma votação realizada entre os leitores da revista britânica.

Liam ocupa o primeiro posto de uma lista de 20 músicos que a ‘Q’ publicará em sua edição de maio, que estará à venda no dia 27.

Em declarações à revista, Liam Gallagher disse estar à altura de Elvis Presley, o rei do rock. ‘Estamos Elvis e eu. Não saberia dizer qual dos dois é o melhor’.”

Está certo, é uma lista inglesa a ser publicada em uma revista que é bastante conhecida por puxar a sardinha para as bandas britânicas em suas eleições, mas pera lá, Liam Gallagher na frente de Freddie Mercury? Como frontman? Em uma banda inglesa? É piada, não? Até o irmão dele, o Noel, consegue ter mais carisma em cima de um palco do que o Sr. dono do mundo.

E antes que o fã de Oasis comece a amaldiçoar-me até o além da imaginação, devo dizer que não tenho nada contra a banda, pelo contrário, é bem bacana. Mas que essa lista doeu…

Para compensar, um videozinho de uma ótima canção dos caras. E com o Noel no vocal, ironicamente.

terça-feira, 23 de março de 2010

Personalidades do transporte coletivo

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Ah, o maravilhoso mundo do transporte público! Não há nada que se compare a revigorante sensação de acordar logo pelas primeiras horas da manhã, prestes a encarar um corriqueiro dia de trabalho, para então seguir até o ponto de ônibus mais próximo de seu lar, provavelmente munido de sua leitura diária predileta, ou mesmo na intenção de apenas apreciar a bela paisagem de sua cidade, e aguardar o seu rotineiro veículo de transporte coletivo urbano chegar para tranquilamente conduzi-lo até o seu destino.

Sim, amigos leitores, uma verdadeira terapia. Infalível em demolir impiedosamente a toda e qualquer forma de bom senso ou sanidade que possa restar nas mentes dos que dependem dessa opção infernal para se locomover. Afinal, trata-se de um meio de transporte caro, insuficiente e extremamente eficaz em despertar os sentimentos mais primitivos tanto entre simples passageiros quanto no pessoal que humildemente trabalha para as empresas prestadoras de serviço na área.

Grande parte de todo esse constrangimento não é centrado apenas nas condições do sistema em si. A coisa vai muito além disso. Independente dos habituais transtornos, ainda existem as personalidades que insistem em participar ativamente da vida dos pobres usuários das linhas de ônibus.

E para exorcizar toda a negatividade inerte, guardada pelo convívio com tais pragas, tentarei relembrar e dar o devido reconhecimento a algumas dessas já lendárias figuras.

O detentor de apetrechos da mais alta tecnologia

Típico cidadão que sai de sua casa apenas para demonstrar publicamente todas as maravilhosas funções provenientes do seu novíssimo aparelho Xing ling. Seja o mesmo um telefone celular “compre da china” ou os indefectíveis MP3 players sem fones de ouvido, tradicionalmente chamados de MP5, 8, 10, 20, 1000 e por aí vai. A alegria desse meliante é proporcionar entretenimento aos passageiros através das mais diversas formas de expressão musical, que variam do tradicional funk carioca até as interessantíssimas pregações religiosas ortodoxas, das quais ele acredita que todos ficarão gratos e satisfeitos em acompanhar. Um grande serviço social, sem dúvida.

O desprovido das faculdades auditivas

Uma variação do caso anterior. A diferença é que este pobre ser aparenta sofrer com dificuldades na fala e na audição, pois além de escolher os tons mais burlescos como toque de chamada em seu MP qualquer coisa, ainda o ajusta para que seja executado no limite máximo de volume dos já frágeis transmissores de som. Não contente em apenas assustar aos presentes com tamanha balbúrdia sonora, este curioso espécime também nutre o prazer de atender as ligações telefônicas como se estivesse apresentando a uma palestra para quinhentas pessoas, bradando toda a sorte de frases geniosas como: “Oi Zé. OI ZÉ! JÁ TÔ CHEGANDO, PORRA!”. Um sujeito bastante admirado também em salas de cinema e afins.

Os donos de histórias de vida cinematográficas

Mais um exemplo que anda lado a lado com os já citados. A diferença é que estes não se utilizam necessariamente de adventos dos mais modernos para propagar as suas nulidades em forma de palavras, porém sempre atacam em duplas ou grupos. A intenção desses infelizes é simplesmente enfatizar o quão interessantes são os seus atos cotidianos, como estudar para uma prova, ou querer saltar de bungee jump, ou frequentar o clubinho da esquina de casa, ou comprar batatas no mercado, brigar com parceiros, abrir um jornal, chutar o cachorro, reclamar de impostos e tudo mais que possa parecer interessante aos ouvidos dos demais presentes e ao mesmo tempo completamente diferente do que os mesmos costumam fazer diariamente. E claro, com as expressões sendo relatadas em um tom de voz digno de fazer inveja aos mais escandalosos vocalistas do heavy metal melódico.

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O prova viva da física newtoniana

Este é mais comum do que se pode imaginar. Trata-se simplesmente de uma pessoa, normalmente dona de um avantajado tipo físico, que resolve montar guarda em lugares estratégicos nos veículos de transporte coletivo. Leiam-se entradas, saídas e a catraca próxima ao cobrador. E de preferência se posicionam com os braços bem abertos ou portando artefatos dos mais diversos, tais como gigantescas mochilas de hippie. O supracitado agente do caos costumeiramente não julga necessária a existência de tais entradas ou saídas, ainda que o ônibus não se encontre superlotado, e desafia a qualquer um disposto a adentrar o seu território permanecendo inerte quando alguém precisa executar uma tarefa simples, como descer do veículo.

A mamãe boladona

Essa simpática senhora, sempre com um rebento a tiracolo ou caminhando ao redor, costuma enfurecer-se agressivamente com as suas crias quando as mesmas dão sinais de não estarem muito contentes em deparar-se com tal ambiente claustrofóbico, atitude usualmente demonstrada através do mais copioso choro infantil. Nada fora do normal ou aceitável, diga-se. Ainda assim a mesma se põe a tentar disciplinar aos pequenos utilizando-se dos métodos mais medievais possíveis, que vão de gritos histéricos até tentativas de chantagem e humilhação. E tudo para o deleite dos aficionados passageiros, que com certeza sentem um profundo interesse em desenvolver a sua capacidade em relação a como cuidar de criancinhas com a nossa infalível figura. Normalmente ela não paga a passagem.

O motorista Grand Theft Auto

Camarada bacana que costuma pensar que não pegou um veículo pesado e cheio de pessoas para ir trabalhar, mas sim que roubou  um ônibus na rodoviária no melhor estilo “Um Dia de Fúria” e desse modo se vê no direito de sair por ai desrespeitando a maioria das leis de trânsito existentes, seja em suas ultrapassagens imprudentes e exageradas, seja por estacionar em lugares absurdos, deixar pontos de parada para trás ou mesmo pelo bom e velho excesso de velocidade. São adorados principalmente pelos representantes da terceira idade.

O Terrível Tarado Pederasta

Tipo mais vil na escala das personalidades do transporte coletivo, este projeto de ser humano sente prazer em molestar sexualmente as incautas vítimas do veículo em questão ao fazer uso do ato de acercar-se da pessoa mais próxima com intenções torpes, como se estivesse em uma tentativa comum de atravessar a um ônibus lotado. Em português claro, o filho da puta quer mesmo é encoxar a mulherada ao redor e na falta de uma cocota, se aproveita de qualquer um que estiver de bobeira no local. É muito comum que tal verme seja expulso violentamente.

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E estes são só alguns exemplos. Garanto que os digníssimos leitores ainda conhecem diversos outros. Eu mesmo passei um bom tempo por este pesadelo e espero sinceramente que todos possam um dia se livrar das garras desses malfeitores.

quinta-feira, 18 de março de 2010

[REC]²

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Se tem um filme que vem levantando opiniões divididas e discussões das mais diversas pelos fóruns e comunidades web afora este atende pelo nome de [REC]², continuação do pequeno fenômeno espanhol [REC], escrito e dirigido por Jaume Balagueró e Paco Plaza em 2007. E a coisa toda vai além de simples trocas de elogios entre internautas exaltados, já que atinge até a websites conhecidos, do Bloody Disgusting, que adorou a produção, ao nosso Boca do Inferno, onde o redator Filipe Falcão massacrou a empreitada sem piedade.

De início a intenção de Jaume e Paco não era a de realizar uma continuação da sua obra, mas graças à repercussão mundial – e também a toda a grana que ela gerou – ambos resolveram seguir com a ideia e anunciaram a sequência, deixando em polvorosa os admiradores do trabalho original. E o que fazer para continuar uma trama que parecia esclarecida, sem a necessidade de maiores explicações? Dentre as escolhas o óbvio, mais do mesmo. Afinal, o primeiro filme consiste basicamente em um grupo de sobreviventes presos no interior de um prédio em quarentena devido a uma misteriosa infecção que transforma pessoas normais em hediondas criaturas emputecidas. Poderiam simplesmente seguir a lógica e enfiar um time de exterminadores dentro do recinto passando fogo em tudo o que vissem pela frente, dando um upgrade na histeria e no gore e usando a câmera como um artifício qualquer.

Porém, a decisão dos realizadores foi a de explicar a origem do mal, centrada em uma situação bastante conhecida entre os adeptos do gênero fantástico, mas um tanto dissonante ao entendimento do filme original. E não que isso seja ruim, pelo contrário, é uma escolha assaz corajosa, porém a execução das ideias foi o que acabou tornando viável uma comparação distinta entre os dois filmes. A continuação acaba tomando o papel de divisor, espécie de “ame ou odeie”. É muito difícil analisar a ambos partindo da premissa e chegar a um consenso no qual a história se torne perfeitamente aceitável. E o que pesa na balança é exatamente o fato de [REC]² ter dado tamanha guinada no enredo aproveitando-se de argumentos calcados e mal aproveitados. Analisemos o conceito em si. Só advertindo que daqui para frente estarão presentes spoilers bem mais pesados do que o martelo da menina Medeiros.

A trama e a reviravolta

Após quinze minutos sem qualquer tipo de contato com alguma alma viva dentro do prédio evacuado, o espectador é apresentado a um pequeno grupo de policiais de elite incumbidos de adentrar ao recinto em uma operação habitual de reconhecimento. Chegando lá, os homens são orientados a garantir a segurança de um técnico do ministério da saúde encarregado de tentar descobrir o que diabos estaria acontecendo no local. Uma vez dentro do prédio o que eles encontram é uma completa desolação, além de um misterioso símbolo religioso preso ao pé da escada do qual são imediatamente advertidos a não tocar pelo técnico. Seguindo as instruções eles começam a caminhar escada acima rumo à cobertura. Certo tempo depois, um dos policiais acaba tendo um terrível encontro com uma das pessoas infectadas, sendo imediatamente atacado. Ao correr para socorrê-lo a equipe se depara com um incontrolável ser, que em nada lembra o seu antigo parceiro. Logo são surpreendidos quando o suposto técnico começa a dizer algumas palavras munido de um crucifixo, fazendo o infectado acalmar-se, para logo aprisioná-lo em uma sala fincando um terço na entrada com uma faca.

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“Ele estava bem há cinco minutos, que merda de vírus faz isso?”

E é aí que vem o banho de água fria. Tomados pela fúria, os policiais conseguem arrancar a verdade do agente do governo. Ele não é exatamente um técnico do ministério sanitário, mas sim um padre enviado pelo vaticano para tentar conter uma possessão demoníaca que poderia espalhar-se, contagiando pessoas pela cidade e sabe-se lá mais por onde. O objetivo de sua missão seria encontrar um tubo de ensaio - escondido por outro padre que estudava o caso - contendo o sangue da garotinha inicialmente possuída para que se pudesse trabalhar em uma cura.

E é isso. Possessão demoníaca infecciosa passível de cura através de um antídoto.

Por que não deu certo

Apesar de o roteiro de [REC] nunca explicitar a idéia de que tudo não passava de um vírus misterioso, ele deixa bem claro que era essa a opção principal. Vide o agente sanitário, a história do cachorro infectado e as discussões sobre a origem da doença, com um leve toque de crítica ao preconceito na figura daquele senhor aparentemente gay. O único momento em que se faz uma alusão ao caso de possessão é na sequência final, com os jornais colados na parede. E olha que se você parar para dar uma olhada, vai achar manchetes lá no meio que não concordam com a hipótese, dizendo tratar-se de vírus mesmo. A própria gravação ouvida pelos personagens fica mais em cima do muro ainda, reforçando a teoria de que haveria uma garotinha doente, com a igreja tratando o caso como possessão e chegando a pensar em medidas que atingem ao cúmulo da intolerância. [REC]² descartou toda essa insinuação e acabou com o clima de mistério, simplesmente optando por um toque ainda mais sobrenatural.

Reiterando que não foi uma má ideia a de dar uma guinada na história, porém a forma como o assunto foi abordado, e por se tratar da continuação do filme que é, faz dessa uma tentativa equivocada de demonstrar genialidade. A produção tem sim os seus bons momentos. São várias cenas legais envolvendo pancadaria e tiros, cabeças explodindo (inclusive a de uma criança), suicídio, além de diversos dos atores que faziam parte do elenco original sendo trazidos de volta apenas para refazer os seus papéis de infectados/possuídos. Descobrir como estava o prédio evacuado pelo lado de fora com toda a balbúrdia ao redor também foi uma ótima sacada. Até a própria composição das câmeras dos policiais é uma coisa divertida de se ver. É como se o cinegrafista principal estivesse presenciando aos passos de um jogador de Doom 3 na vida real. Porém, nada disso salva a produção da sua condução de idéias mal trabalhadas. Leia-se: Roteiro absurdo. Quer alguns exemplos? Ok então.

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Logo que eles entram no prédio, pode-se notar uma pequena diferença em relação a como o mesmo estava ao final do primeiro filme e como está naquele momento. Se antes haviam diversos infectados/possuídos esperneando e correndo de um lado para outro, agora o lugar se encontra mais calmo do que um monastério tibetano. Aparentemente, aquele crucifixo pendurado ao pé da escada estaria contendo os infectados/possuídos, assim como faria o padre para prender o policial enzumbizado dentro de uma sala. Pergunta: Quem diabos colocou aquele negócio lá sendo que [REC] termina com uma mulher algemada no mesmo local? Hein?

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Claro. Ainda bem que os hereges do original não estavam usando nenhum símbolo religioso dependurado no pescoço ou tinham algum deles guardado na carteira, porque se não já resolvia logo o negócio e não haveria a necessidade de continuar.  Se bem que um duelo entre um número maior de pessoas contra os infectados/possuídos seria interessante. Os zumbis poderiam usar os seus poderes demoníacos sobrenaturais para fazer coisas impossíveis, tipo andar feito aranha pelo teto em marcha à ré. Mas espera um pouco… em [REC] não tinha ninguém andando pelos tetos, pombas!

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E você, caro leitor, se você fosse uma autoridade poderosa do vaticano e precisasse enviar um de seus melhores homens para realizar uma missão secreta a fim de resolver um assunto de extrema urgência, qual seria o seu critério de escolha? Teria que ser alguém experiente e capaz de agir com eficácia em qualquer tipo de situação que envolvesse o contato com o mal, correto? Pois bem, em determinada cena o pessoal acaba encontrando o tubo de ensaio contendo o sangue da menina Medeiros (a possuída-mor). Os homens do batalhão especial pronta e sabiamente se certificam da procedência do liquido ao ler uma etiqueta colada no tubo que dizia claramente:  Me-dei-ros. Mas não, segundo a palavra do especialista, o sangue deveria ser testado para que fosse comprovada a sua veracidade. Ai o Padre despeja um pouco do conteúdo em um pires, aponta uma cruz para ele e realiza uma pequena reza que surte efeito sobre o mesmo fazendo-o se incendiar. Pena que o bocoió se esqueceu de que havia dado o tubo de ensaio na mão do policial que estava logo atrás dele. Resultado? O maldito tubo também pega fogo. Manja muito de exame de sangue demoníaco o sujeito ou não?

Leve em consideração que encontrar o recipiente seria uma tarefa bastante difícil devido às condições em que ele estava sendo armazenado. Lembram-se daquele outro padre que foi enviado antes para averiguar a situação da garotinha possuída? Pois então, foi ele quem retirou a amostra e a guardou no tubo de ensaio dentro de um frigobar. E para garantir a segurança do material, o cidadão resolveu esconder a pequena geladeira em um duto de ar no teto de um dos andares. E como todo o cuidado é pouco, ele mesmo decidiu tomar conta do precioso liquido e também se enfiou para dentro do duto. E por lá ficou até morrer. Os policiais conseguiram achar o esconderijo ao passar pelo local e ouvir misteriosas batidas vindas do teto, provenientes de uma intervenção divina, talvez. Ai só foi preciso colocar o teto abaixo para encontrar não só o corpo mumificado do padre aventureiro, como também o frigobar que estava funcionando perfeitamente mesmo com o prédio sem energia elétrica. Fica a indagação. Ao invés de se enfurnar dentro de um duto de ar imundo, não teria sido muito mais fácil ELE MESMO levar a porra do tubo de ensaio para a autoridade religiosa mais próxima?

E olha que tudo isso mal toma meia hora do tempo de duração do filme. Lá pelas tantas aparece um grupinho de adolescentes idiotas que têm acesso ao prédio seguindo a um bombeiro e um morador através de uma entrada secreta, entrada essa que havia sido mencionada em [REC]. Ah, e eles também tem uma câmera. E nunca param de filmar, até mesmo quando estão rastejando pelo chão sob uma saraivada de balas disparadas pelos atiradores do lado de fora do prédio. Isso aí, aqueles mesmos atiradores competentes que deixaram a molecada entrar no lugar sem maiores dificuldades. Para você ter uma ideia da importância que os três energúmenos possuem na trama: Um deles é rapidamente infectado e os outros dois são trancados pelos policiais dentro de uma sala. E o padre utiliza o guri encapetado para tentar descobrir onde estaria se escondendo a famigerada menina Medeiros, já que os infectados/possuídos adquirem a curiosa característica de poder dar voz ao demônio principal. Quanto aos adolescentes restantes? Bom, eles continuam lá presos e não se fala mais deles até o final do filme.

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O final. Ah, o final! É quando entra em cena o conceito mais ridículo desenvolvido para essa continuação. O negócio é o seguinte, estão lá eles prestes a entrevistar o garoto possuído, quando de repente a repórter do filme anterior resolve dar as caras. Junto com ela, está o equipamento de vídeo do cameraman que a acompanhava. Aí o cinegrafista da vez coloca a câmera para funcionar e eles partem para a tentativa de arrancar alguma informação útil sobre o paradeiro da menina Medeiros, ainda na intenção de conseguir uma amostra de sangue. A eles é revelado que ela estaria na cobertura, porém “presa em trevas onde a luz não reflete”. O padre se lembra de um trecho bíblico a respeito de anjos caídos presos na escuridão e questiona a repórter sobre como ela havia conseguido enxergar a pequena endemoniada anteriormente. Visto que a mesma menciona a visão noturna da câmera de vídeo, o erudito representante do clero chega a conclusão de que a possuída só existe no escuro e então resolve utilizar o equipamento para procurá-la novamente. É a tecnologia a serviço da salvação. Será que o padre do duto de ar tinha uma dessas filmadoras com visão noturna também?

E lá se vão os nossos heróis rumo ao topo do prédio e desta vez sem serem atacados por nenhum dos infectados/possuídos, fato que será explicado na conclusão “surpresa”. Enfim, eles chegam até um corredor sem saída e quando apagam as luzes, tchanram, lá está uma porta sobrenatural. Isso mesmo, no claro, nada, no escuro, uma porta. E olha que no primeiro filme a cobertura era perfeitamente visível tanto no claro quanto no escuro. Aliás, a luz da câmera não havia sido danificada em [REC]? Pois é. Nessa de acende e apaga, eles acabam encontrando a capetinha dentro de uma banheira do além no melhor estilo “filme de horror oriental”, que também só existe na escuridão. Temos então a repetição da cena de esconde-esconde invisível até que a repórter resolve explodir as fuças da menina Medeiros com uma escopeta, para o protesto do indignado padre que ainda tinha a intenção de recolher uma amostra de sangue da possuída.  Oras, era só pegar a droga da câmera e dar uma olhada ao redor que ele iria encontrar uma quantidade considerável do liquido espalhada pelo local. E pronto, fim do problema. Afinal, não era acabando com a vida da menina que eles queriam resolver o assunto anteriormente?

Mas é então que o inesperado acontece. A repórter do nada se torna violenta e começa a moer o padre na porrada, insistindo em que ele dê a ordem para que eles fossem retirados de lá. Sob a negação do religioso, ela termina por meter um balaço no cinegrafista e revela que o espírito do mal agora habita o corpo dela. Ele havia sido transferido pela menina Medeiros através de uma larva passada de boca a boca. Ela então assassina o padre e usando a sua “influência maligna” se faz passar por ele solicitando através de um aparelho de reconhecimento de voz a liberação da única sobrevivente, no caso ela mesma, para que deixassem o corpo do padre emulado por lá, pois teria sido infectado, e para que prosseguissem com o plano de incendiar o lugar. Como ela sabia da intenção de queimar o prédio? Ah sim, era um demônio. Agora, recolher sangue? Esqueça, esse detalhe sequer é mencionado novamente. E acabou. Genial não? Uma larva demoníaca. Só não seria um pouco mais lógico que fosse a REPÓRTER quem não pudesse ser vista na claridade e não ex-possuída? Por mais sobrenatural que a história tenha se tornado, essa ideia simplesmente não faz sentido.

Conclusão

Como filme [REC]² é uma experiência deveras interessante, mas perde a credibilidade ao ser considerado realmente uma continuação. O conceito mais simples soa ridículo. Criar uma cura para uma possessão demoníaca que é transmitida através de mordidas e contato com fluídos corporais? No meu tempo possessão se curava com exorcismo. Assista a [REC]² diversas vezes se puder, mas como uma diversão passageira. Se estiver procurando uma história bem escrita, tensa e muito mais gostosa de ver, prefira a primeira versão. Aliás, tente rever [REC] levando em conta o aspecto de possessão e você terá uma ideia do quão estapafúrdia fica a experiência.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mais imagens de bonecos do novo Freddy Krueger!

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O site Figures.com publicou diversas novas imagens de alguns bonecos da NECA baseados no remake de A Hora do Pesadelo.

Confira primeiramente o novo Freddy Krueger antes de ter sido tostado vivo. Note que aquela suspeita que eu tinha de que o Krueger quando vivo teria mais de uma luva, na verdade trata-se de um outro artefato utilizado pelo vilão para torturar criancinhas. Possivelmente será desta arma que ele terá a idéia para construir a sua luva de navalhas.

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1Fred1

Mais algumas com o personagem sendo queimado e uma do resultado final:

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A nova luva:

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E mais algumas do vilão:

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Para terminar, uma comparação entre o novo e alguns antigos bonecos da NECA:

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E ai o que acharam? Eu particularmente me lembrei daquela terrível série antiga do Robocop que tinha aquele vilão chumbrega, o Pud-Face Morgan!

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Mas brincadeiras à parte. Se quiser dar uma lida no review dos bonecos, é só dar um clique lá no Figures.com (em inglês).

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quinta-feira, 11 de março de 2010

[UPDATE] O que não faz a bufunfa!

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Parece que este blog só fala de Guns N’ Roses agora né? Mas não, intrépido leitor, essa pequena nota apenas tem por objetivo comentar um detalhe invejável acerca da atual turnê que os caras estão fazendo pelo Brasil.

Além dos shows previamente confirmados, fiquei sabendo através do CifraclubNews que a banda fará uma apresentação “secreta” na noite de hoje que terá como palco a boate paulistana Disco.

Ai você se anima e me pergunta: Nossa! E como eu faço para arrumar ingressos?

A resposta é muito simples Yakitito. Basta tornar-se amigo da tetéia abaixo, que atende pelo nome de Ana Beatriz Barros:

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Isso mesmo que você leu. A mocinha vai dar uma festa para seletos convidados, que simplesmente terá como atração principal o Guns N’ Roses!

Imagino como ela deve estar convidando os amigos para aparecerem por lá. Tipo, ó, se não tiver nada para fazer hoje, dá um pulo lá na Disco que vou dar uma festinha por lá. Vai ter gente legal, bebida e o Guns N’ Roses fazendo um som.

Caceta bicho, e eu já fico feliz quando contratam a minha banda para tocar em qualquer boteco pelos arredores. Quanto será que a guria pagou pelo “mimo”?

É duro ser pobre meu camarada.

[UPDATE] Segundo o site da Rolling Stone Brasil, o tal show secreto não aconteceu. E ainda por cima terminou em quebra-pau. Marcos Mion, um dos donos do recinto, postou no Twitter que o empresário Marcos Maria, na verdade o sujeito por trás do evento e outro sócio da casa, partiu para cima da equipe da banda, que começou a desmontar o equipamento, já que Axl Rose não teria aparecido supostamente por ter tomado drogas além da conta.

Fora a briga, ainda rolou uma outra confusão no banheiro, além de duas gurias exaltadas que tiveram um arranca-rabo também. Sobrou até para aqueles caras do Pânico na TV, que estavam do lado de fora da boate, quando um frequentador revoltado resolveu moer na porrada o pessoal das câmeras e iluminadores. O rapaz fugiu correndo e não foi identificado.

Entre os convidados que aguardavam o show do Guns N' Roses na Disco estavam Pitty, Daniela Cicarelli, Junior, integrantes do NX Zero, Sepultura e Capital Inicial, entre outros.

Não sei se é muita maldade da minha parte, mas confesso que não consegui segurar uma gargalhada. Eles realmente estavam achando que isso ia dar certo?

Trailer do Robin Hood de Ridley Scott

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Está na web o trailer da nova visão do lendário Robin Hood, desta vez pelo aclamado diretor Ridley Scott – aquele cara que quer filmar Banco Imobiliário – e com Russel Crowe no papel principal.

Confira aí:

Bacana. Parece uma mistura de Gladiador, também do Scott, com Coração Valente do Mel Gibson. Acho que vou dar uma chance. Apesar de adorar aquela versão de 1991 com o Kevin Costner e o Morgan Freeman.

Pelo menos podiam colocar uma música fodona neste novo, que nem fizeram com “(Everything I Do) I Do It for You”.

E falando no Kevin Costner, o cara sumiu hein. Que fim deu ele?

Viralzinho bacana de Tron Legacy

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A continuação do filme Tron, Tron Legacy, que chega aos cinemas no dia 17 de dezembro, disparou um interessante joguinho como parte de sua divulgação. Basicamente é uma tela com diversos personagens na qual você fica zanzando até reconhecer uma imagem familiar. Eu digo familiar porque existem 56 figuras que representam ícones famosos dos jogos de videogame. Por exemplo, aquele hamburguerzinho com um relógio no meio, é do game Burger Time de 1982 (sacaram? Burger, time). É só clicar em cima e escrever o nome.

Se pretende passar o seu tempo descobrindo o quão nerd você é tentando achar todos os 56 games, então dá uma clicada aqui. Eu confesso que reconheci só uns dez deles.

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Não sei se eu sou um verme, mas a verdade é que eu nunca assisti Tron. Pretendo redimir a mancada um dia, claro.

Vi essa no Collider.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Megaman X e as homenagens à cultura pop

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Hoje eu dei uma passada pelo UOL e sem querer acabei esbarrando com um slide show, daqueles que eles fazem sempre, contando toda a trajetória dos jogos do famoso personagem Megaman. Sério, tinham mais de 100 fotos e cada uma era de um game diferente. Muitos deles eu nem sabia que existiam e me peguei pasmado ao descobrir que a plataforma que mais recebeu jogos do robozinho azul não foi nenhum console, e sim, surpreendentemente, os telefones celulares.

Enfim, enquanto eu dava uma sapeada na matéria, me peguei lembrando de como era legal passar horas descobrindo qual era arma certa a ser usada para acabar com os inimigos, procurar itens pelas fases, conhecer a história e por aí vai. E também me veio a mente um detalhe curioso que diz respeito as pequenas homenagens, creio eu, embutidas nos jogos da franquia, principalmente na série X.

Quem não se lembra de jogar Megaman X e ter tido uma grande surpresa ao deparar-se com um vilão que era uma copia escarrada de outro famoso malvado da cultura pop? Claro que me refiro ao terrível Vile e sua semelhança gritante com o Boba Fett de Star Wars.

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Não sei como a Capcom não levou um processo por plágio…

Falando nisso, não foi só em personagens que a série tomou emprestado alguns aspectos digamos, não tão originais. Fizeram isso na trilha sonora também. Vocês se lembram da fase do Neon Tiger em Megaman X3?


Parece familiar? Permita-me refrescar a vossa memória então:


Que chupinhada! E ainda falavam mal do Coldplay!

E tem mais, a versão norte-americana de Megaman X5 foi o auge das “homenagens” ao Guns N’ Roses. Como todos sabem, ou supostamente deveriam saber, os jogos do personagem são constituídos basicamente de uma tela cheia de janelinhas com as fotos de alguns robôs malfeitores que você tem que combater. Aí você vence um, ganha a arma dele e tenta descobrir para que ela serve partindo para cima de outro vilão. No referido jogo, há um detalhe deveras chamativo na fase de um inimigo denominado, veja você, Axle The Red!

Dá só uma olhada no tema de fundo:

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É meus amigos, e  não é tudo. Nesse game você ainda enfrentava nada mais, nada menos, do que o próprio Guns N’ Roses! Os nomes de alguns dos inimigos eram Grizzly Slash, Squid Adler, Izzy Glow, Duff McWhalen, Dark Dizzy e Mattrex.

Sacaram?

Grizzly Slash - Slash
Squid Adler - Steven Adler
Izzy Glow - Izzy Stradlin
Duff McWhalen - Duff McKagan
Axle The Red - Axl Rose
Dark Dizzy - Dizzy Reed
Mattrex - Matt Sorum

Fora que no sétimo capítulo, foi introduzido (ui!) um novo herói à patota e batizaram o robozinho com o singelo nome de Axl.

Vai ser fã assim, hein programadores da Capcom?

Mas tudo bem, sendo homenagem ou não, pelo menos ficou bastante engraçado. Ou não é legal o suficiente você poder dizer por ai que saiu na porrada com o Duff McWhalen logo após meter algumas rajadas de prótons no Grizzly Slash?

terça-feira, 9 de março de 2010

Top 6: Canções cover melhores que as originais

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Música, a linguagem universal. A força que mais aproxima, emociona e se faz presente nas vidas dos milhares de habitantes desse planeta. Desde os primórdios, quaisquer que fossem os formatos, de batuques tribais a mega espetáculos progressivos, lá estava ela, criando e recriando-se, tornando-se movimentos e formas para o ser humano expressar os seus sentimentos a quem de bom grado aceitar.

E nessa extensa história musical sempre existirão pessoas que propagarão uma idéia anterior. Seja em bares, em eventos, nas ruas, ou em grandes shows, um artista normalmente toma por influência melodias pelas quais ele tenha sido conquistado. Em casos raros, certas versões ficam tão boas que acabam superando as dos autores.

E é disso que se trata a nossa lista de hoje. Apertem os cintos e bem vindos ao Top 6: Canções cover melhores que as originais.

Número 6: Havana Affair

De quem: Ramones
Por quem: Red Hot Chili Peppers

Do que se trata: “Havana Affair” é uma música presente no disco de estréia da lendária banda de punk rock, os Ramones. Foi composta por Dee Dee e Johnny Ramone. A letra diz respeito a um sujeito ignorante que passa a trabalhar para o governo dos Estados Unidos como espião em Cuba. Uma crítica política aos tempos da guerra fria.

Por que está na lista: Em 2003, um ano antes de falecer vítima de um câncer na próstata, o guitarrista Johnny Ramone e o músico e cineasta Rob Zombie, produziram e lançaram “We're a Happy Family - A Tribute to Ramones”, disco tributo reunindo diversos grupos famosos tocando as suas versões de músicas da lendária banda nova-iorquina que separou-se em 1996. O álbum varia entre xerocópias inspiradas e boas reinvenções, passando por uma ou outra interpretação não tão inspirada assim, até uma tenebrosa e indefensável tentativa de dar nova cara para “The KKK Took My Baby Away” pelo doidão Marilyn Manson. Porém, o destaque vai para o Red Hot Chili Peppers e sua “Havana Affair”.

O grande acerto e mérito dos californianos foi ter enxertado tanta personalidade na canção que simplesmente a fez soar como uma composição própria da banda. Exatamente como os Ramones costumavam fazer. Os quatro rapazes do Queens sempre tiveram a fama de incluir covers em seus discos que acabavam por tornar-se pequenas “pérolas ramonianas”, com algumas pessoas realmente acreditando que na verdade aquelas músicas haviam sido escritas por Dee Dee, Joey e companhia. Entre elas estão as eternas “Needles and Pins”, “Surfin’ Bird”, “Baby, I Love You” e “I Don’t Wanna Grow Up”.

Curiosidades: Johnny Ramone gostou tanto da gravação que fez questão de indicá-la para abrir o álbum “We're a Happy Family - A Tribute to Ramones”. Ela também foi incluída nas edições do disco Stadium Arcadium vendidas através do Itunes e vira e mexe é tocada ao vivo pelos rapazes do Red Hot Chili Peppers.

Ouça a original clicando aqui.

Número 5: London, London

De quem: Caetano Veloso
Por quem: RPM

Do que se trata: “London, London” é uma canção composta por Caetano Veloso durante o seu período de exílio em Londres iniciado ao final da década de 60. Foi lançada no terceiro álbum solo do cantor, em 1971. A letra fala sobre o sentimento de ser um desconhecido em um lugar distante de seu lar. No caso, as pacatas ruas da capital do Reino Unido.

Por que está na lista: A década de 80 foi a era de ouro para o rock nacional. Bandas como Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Camisa de Vênus, Ultraje a Rigor, Titãs, Engenheiros do Hawaii, além do indefectível Raul Seixas, fizeram do período a época mais criativa para o gênero no Brasil em todos os tempos. O ano de 1985 teve um papel todo especial nessa história, já que o país foi palco de um dos mais grandiosos festivais que se tem notícia, o lendário Rock in Rio I. Também no ano de 1985, começava a espreitar pelas rádios uma versão da música “London, London” interpretada pelos rapazes do RPM, banda que estava fazendo um grande sucesso pelo Brasil com o disco “Revoluções por Minuto”. O lançamento da canção seria consolidado em 1986 no álbum “Rádio Pirata Ao Vivo”, um fenômeno com quase três milhões de cópias vendidas na época.

Sem jamais tirar a importância ou significado da melodia original, a nova visão acabou soando bem mais melancólica e bela em seu resultado. Pontos para o instrumental e principalmente para Paulo Ricardo, que apresenta um inglês com sotaque não tão pesado quanto o de Caetano Veloso, além de ser dono de uma das melhores vozes do rock nacional. Pena que o figura tenha pirado de vez durante os anos 90, lançando discos solo para lá de questionáveis.

Curiosidades: A versão do RPM de “London, London” ficou bastante famosa mesmo antes de ter sido oficialmente lançada no álbum “Rádio Pirata Ao Vivo”. Durante um show da banda no Rio Grande do Sul, algum espertalhão se encarregou de gravar a canção direto da mesa de som. A música foi parar nas rádios e logo se transformou em uma das mais pedidas, de norte a sul do país. Alguém aí achava que a pirataria era exclusividade dos tempos modernos?

Ouça a original clicando aqui.

Número 4: Twist and shout

De quem: Top Notes
Por quem: The Beatles

Do que se trata: “Twist and Shout” foi originalmente lançada em 1961 pelos Top Notes, grupo que nunca mais apresentou qualquer outro material digno de nota. Escrita pelos compositores Phil Medley e Bert Russell, a letra nada mais é do que uma ode a diversão. Dance, little sister, dance.

Por que está na lista: Se os Ramones podiam orgulhar-se da característica de conseguir transformar canções cover em algo que se assemelhasse ao seu trabalho habitual, devem agradecer principalmente aos Beatles, que também inventaram a roda, o velcro, o soro antiofídico e as leis da termodinâmica. É mentira, os caras não fizeram tudo isso, mas de fato foram eles o primeiro grupo de rock a se dar bem no mundo das gravações de músicas cover. Tanto que os seus dois primeiros discos, “Please, Please Me” e “With the Beatles”, são compostos basicamente de uma fórmula simples: oito músicas autorais e seis regravações. A banda ainda retornaria ao mesmo formato no quarto álbum de estúdio “Beatles for Sale”. Muitas dessas canções tornaram-se bem mais conhecidas através do Fab Four do que pelas primeiras versões, dentre elas “Boys”, “Please Mr. Postman”, “You Really Got a Hold on Me” e o medley “Kansas City/Hey, Hey, Hey, Hey!”. Mas sem dúvida a mais famosa de todas é a nossa “Twist and Shout”, diretamente transcrita do Soul para o Rock and Roll.

Consta que a primeira versão - aquela do Top Notes - não teria agradado ao compositor Bert Berns por ter saído bobinha demais. E olha que ela foi produzida pelo malucaço Phil Spector, que durante a sua carreira no meio musical conseguiu arrumar encrenca com meio mundo e hoje está enjaulado cumprindo prisão perpétua pelo assassinato da atriz Lana Clarkson. Enfim, Berns soube que uma famosa banda de Rhythm and Blues, os Isley Brothers, estava interessada em regravar a canção e ofereceu-se para produzir e mostrar ao Spector como é que o negócio deveria ter sido feito. A gravação conquistou uma repercussão considerável, tendo figurado com destaque nas paradas Pop e R&B norte-americanas. Um ano depois seria a vez dos quatro de Liverpool registrarem “Twist and Shout” definitivamente na história da música atual, ao incluir o cover da canção em seu álbum de estreia.

Curiosidades: John Lennon fora acometido por um forte resfriado durante as sessões de gravação do disco e levava o dia à base de leite e pastilhas para a garganta. Como as músicas foram gravadas de uma única vez em dez horas de estúdio e sendo “Twist and Shout” a última delas, esse pequeno obstáculo acabou sendo o responsável por ter dado a canção o tom de voz agressivo que pode ser ouvido no disco. E tudo isso gravado em um só take, mesmo com a insistência do produtor George Martin em fazer uma segunda tomada que ficou só na tentativa, pois Lennon já não tinha mais voz para tal feito. A música voltaria a ter um revival mundial nos anos 80 ao ser incluída em uma das mais fantásticas e antológicas cenas da história do cinema: o carro alegórico na parada de rua em Curtindo a Vida Adoidado do genial diretor John Hughes. Um anúncio no rádio convidando a quem quisesse aparecer para “fazer parte de um filme de John Hughes” acabou juntando mais de dez mil pessoas no centro de Chicago.

Ouça a estranha versão original clicando aqui e a dos Isley Brothers aqui.

Número 3: The Man Who Sold The World

De quem: David Bowie
Por quem: Nirvana

Do que se trata: “The Man Who Sold the World” é uma canção de David Bowie e faixa título de seu terceiro álbum, lançado nos Estados Unidos em 1970. A princípio a letra soa pessimista e digna de diversas interpretações. Há quem diga que, assim como outros temas do disco, ela possa ter sido baseada nos trabalhos de fantasia e terror do escritor H.P. Lovecraft. Outros a citam como um reflexo das preocupações de Bowie com personalidades múltiplas ou divididas. Também se acredita que ela tenha sido parcialmente inspirada pelo poema “Antigonish” de Hughes Mearns, escrito em 1899 e baseado em um suposto fantasma que estaria rondando uma escadaria de uma casa dita assombrada na cidade de Antigonish, Nova Escócia. Os versos da poesia podem ser vistos em alguns filmes de suspense como o excelente Identidade com John Cusack e Ray Liotta, além do mediano Evocando Espíritos.

Por que está na lista: Temos aqui um caso semelhante à nossa quinta posição. Mesmo que se analisada musicalmente a canção não tenha sido drasticamente alterada, o toque pessoal do Nirvana acabou presenteando-lhe com um aspecto racional, realmente demonstrando melancolia e pessimismo, no clima de uma apresentação que certamente pode ser classificada como uma das melhores na história da banda, o MTV Unplugged in New York.

A simplicidade foi a chave de ouro. Toda a sonoridade básica dos anos 90 vem à tona nesse show e nessa canção. E alia-se a isto o fato de os rapazes do Nirvana nunca terem sido conhecidos mundialmente como exímios instrumentistas – bom, tirando o baterista Dave Grohl, mas essa já é outra história – e sim como um grito daquela juventude saturada que permeou a referida década. O violoncelo de Lori Goldston e o violão de Pat Smear, além da voz característica de Kurt Cobain, contribuíram para que a gravação se tornasse inesquecível.

Curiosidades: A música já havia ganhado uma regravação memorável na própria década de 70 através da cantora escocesa Lulu, que transformou a versão original, quase um mambo, em uma deliciosa canção pop. David Bowie por diversas vezes também se sentiu incomodado quando executou “The Man Who Sold The World” ao vivo tendo de ouvir comentários de garotos que diziam “o quanto era legal vê-lo tocar um som do Nirvana”. O músico declarou que a sua vontade no momento era a de mandá-los ir tomar naquele lugar.

Ouça a versão original clicando aqui.

Número 2: Knockin' on Heaven's Door

De quem: Bob Dylan
Por quem: Guns N’ Roses

Do que se trata: “Knockin 'on Heaven's Door” é uma canção escrita e interpretada por Bob Dylan para trilha sonora do western Pat Garrett and Billy the Kid de 1973, do qual ele também fez um pequeno papel como o personagem Alias. A letra fala sobre os sentimentos de um homem da lei que não quer mais seguir a sua profissão por sentir-se tocado em fazer algo melhor.

Por que está na lista: Assim como o lendário cantor folk Bob Dylan, o Guns N’ Roses gravou a música como uma trilha sonora para um filme, no caso o drama Dias de Trovão com Tom Cruise. Posteriormente a canção viria a fazer parte do álbum “Use Your Illusion II” e do disco ao vivo “Live Era: '87–'93”, com uma gravação retirada do Freddie Mercury Tribute Concert, show realizado no estádio de Wembley em memória de Freddie Mercury, vocalista da banda inglesa Queen.

Independente de sua atual fase, ou de quaisquer desvios que eles possam ter tido ao longo de sua trajetória, é inegável que o Guns N’ Roses escreveu o seu nome na história da música. E isso pode ser comprovado por sua soberba versão de “Knockin 'on Heaven's Door”. Em um ótimo trabalho de estúdio envolvendo várias mixagens do vocal de Axl Rose e com o guitarrista Slash criando uma das mais lembradas – e copiada em festinhas, rodas de violão, churrascos e afins - frases de guitarra de todos os tempos, a uma vez chamada “banda mais perigosa do mundo” guardou a sua versão de “Knockin 'on Heaven's Door” eternamente nas lembranças de rockers mundo afora.

Curiosidades: “Knockin 'on Heaven's Door” já foi regravada por dezenas de artistas que vão de Bon Jovi, U2, Avril Lavigne, Bob Marley, Lynyrd Skynyrd, Aerosmith, Bruce Springsteen, Roger Waters e Nazareth, até o nosso Zé Ramalho, fã mais do que declarado de Bob Dylan.

Ouça a original clicando aqui. (youku.com)

Número 1: With a Little Help From My Friends

De quem: The Beatles
Por quem: Joe Cocker

Do que se trata: “With a Little Help From My Friends” é uma faixa que integra o conceituado álbum “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, de 1967, gravado pelos Beatles. Foi composta por John Lennon e Paul McCartney para ser cantada pelo baterista Ringo Starr, que interpretava um personagem fictício chamado Billy Shears. A letra da canção é formada em grande parte por uma conversa, na qual os outros três Beatles cantam algumas frases em forma de perguntas e Ringo Starr as responde, como por exemplo: “Você acreditaria em um amor à primeira vista? - Sim, eu tenho certeza de que isso acontece o tempo todo”.

Por que está na lista: Como dito anteriormente, os Beatles tinham uma facilidade inacreditável em escolher uma musica, gravar um cover e torná-la fantástica. Porém, foram poucas as vezes que alguém conseguiu fazer ao contrário. Joe Cocker e os rapazes do The Grease Band conseguiram. Eles pegaram uma canção relativamente simples e a transformaram em um hit épico para uma geração, principalmente quando a apresentaram no histórico festival de Woodstock em 1969. O referido show, como todos deveriam saber, foi uma comemoração que exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1960 e começo de 70. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores.

Um dos pontos altos do festival foi a participação de Cocker, com sua voz rasgada e maravilhosamente marcante, executando “With a Little Help from My Friends”. Posteriormente ele passaria por períodos instáveis envolvendo alcoolismo e drogas, mas nada que tenha tido força o suficiente para fazê-lo parar ou calar a sua voz. O hoje senhor de 65 anos ainda é mundialmente aclamado e sempre reconhecido como um dos sobreviventes do Woodstock.

Curiosidades: O trabalho de guitarra na versão de estúdio de “With a Little Help from My Friends” foi gravado nada menos que por Jimmy Page, eterno guitarrista do Led Zeppelin, no disco homônimo de 1969. Tal gravação também ficou bastante conhecida no Brasil durante os anos 90 por ter sido incluída na abertura do seriado Anos Incríveis (The Wonder Years) que durou seis temporadas.

Ouça a original clicando aqui e a abertura de Anos Incríveis aqui.

Menções Honrosas

Uma das bandas que teve o talento de gravar algumas canções cover que se não ficaram melhores encostaram lado a lado das originais, foi o Creedence Clearwater Revival. Dentre elas pode ser citada a sua maravilhosa versão de “I Put a Spell on You” composta por Screamin' Jay Hawkins e também “I Heard It Through the Grapevine” do lendário Marvin Gaye.

Outro que não pode deixar de ser mencionado é o eterno homem de preto Johnny Cash. O famosíssimo cantor folk, falecido em 2003, também nos brindou durante a sua carreira com interpretações extremamente pessoais de diversas canções, inclusive de algumas bandas contemporâneas tais como U2, Beck e Soundgarden. Além de ter feito uma gravação simplesmente assombrosa da música “Hurt” do Nine Inch Nails.

E é esta bela versão que termina o segundo Top 6 do Ninho da Mente. Obrigado por acompanhar e até a próxima.

Agradecimentos: Wikipédia, Sidneyrezende.com

Hollywood vai filmar o Livro de Gênesis em 3-D

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Deu no Omelete:

A nova mania do 3-D chegou à Bíblia. A Paramount Pictures está planejando contar no cinema a história da criação, segundo o Livro de Gênesis, no filme In the Beginning.

De acordo com o Deadline, Cary Granat, cofundador da produtora Walden Media, será o produtor do filme com a companhia Reel Fx. John Fusco (Mar de Fogo, O Reino Proibido) já escreveu um roteiro - que usa o Gênesis como base - e a direção vai ficar com David Cunningham (Os Seis Signos da Luz).

A ideia da Reel Fx é finalizar cenas-teste e exibir a executivos para garantir o sinal verde do estúdio. In the Beginning está orçado em US$ 30 milhões. Ainda segundo o Deadline, Granat quer um espetáculo visual que agrade tanto cristãos quanto o novo público devoto do 3-D.

Quer dizer, já estão querendo fazer um REMAKE da BÍBLIA e ainda por cima EM 3-D!

Grande ideia! Parabéns pessoal!

que-burro

E vocês ainda falam que eu reclamo demais.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Oscar 2010: Salute to Horror

exorcist

Apesar de este ser um blog predominantemente sobre cultura inútil, você já deve ter sacado qual o gênero preferido por aqui, não? Então, é por essas e outras que eu fico bastante feliz em presenciar homenagens aos ícones do Horror, principalmente em se tratando de uma feita durante a cerimônia do Oscar.

Tudo bem, tinham que dar a mancada de colocar o Taylor Lautner e a Kristen Stewart para apresentar, e também enfiar uma ceninha bastante suspeita lá no meio dos vampiros, mas enfim, creio que o vale é a intenção. E é claro, se lembrar de slashers, possessões, monstros clássicos, vampiros e fantasmas.

Se você não viu, confira a homenagem que aconteceu na noite de ontem, 7 de março. E antes que tirem do ar também.

Muito engraçada essa paródia de Atividade Paranormal com os anfitriões Steve Martin e Alec Baldwin, mas o que valeu mesmo foi a expressão de alegria do Quentin Tarantino no final!

E ai, o que acharam?

sábado, 6 de março de 2010

E lá vem mais um!

gato-emputecido

Sabe, eu costumo ficar muito feliz ao lembrar que a web (ainda) é um meio de comunicação predominantemente escrito. Confesso que sentiria vergonha se tivesse que exibir publicamente a sensação de desapontamento estampada em meu semblante quando me deparei com tão abominável notícia.

Sim. O Cemitério Maldito vai mesmo ganhar um remake. 

Eu sei que tornou-se um clichê falar de mal de futuros remakes e que muita gente o faz apenas como piada, mas desta vez é sério. Por que, Senhor? Qual é a necessidade de se refilmar O Cemitério Maldito? Normalmente remakes tem a intenção de atualizar uma obra ou adicionar à ela algo que possa ter faltado anteriormente. Atualizar não precisa, o filme é de 1989. Então, de novo, por que cargas d’água recontar uma história que simplesmente não tem qualquer motivo para ser recontada? Será que a mão do próprio criador, Stephen King, não foi suficiente?

Enfim né, a notícia é a seguinte. O Matthew Greenberg, que escreveu o roteiro adaptando para os cinemas 1408, outro conto de Stephen King, será o responsável pelo novo script sob a produção de Lorenzo di Bonaventura (Transformers: A Vingança dos Derrotados, G.I. Joe) e Steven Schneider (Atividade Paranormal). Ainda não há nada definido, mas rolou um boato de que George Clooney estaria interessado em fazer parte da nova versão.

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O Cemitério Maldito diz respeito a uma pacata família, os Creed, que se muda para uma cidade no estado norte-americano do Maine – como todo bom conto de Stephen King – e vive tranquilamente até certo dia, quando o animal de estimação deles, um simpático gatinho, é atropelado em uma movimentada auto-estrada próxima à casa da família. Temendo que sua filha, Ellie, que estava viajando com a mãe, Rachel, e o caçulinha, Gage, descubra o fatídico destino do pobre bichano, o médico Louis Creed resolve seguir o conselho de um vizinho, um senhor muito bacana chamado Jud, e enterrar o finado felino (hehehe) em um cemitério antigo de índios Mic-Mac, que supostamente teria a capacidade sobrenatural de trazer de volta à vida os cadáveres que fossem enterrados por lá. Dito e feito, o gato retorna para casa, porém completamente emputecido, bem diferente do que costumava ser antes do trágico evento. Mas o bicho pega mesmo quando o pequeno Gage também se envolve em um acidente de circunstancias parecidas, obrigando Louis a tomar decisões dignas de se arrepender para o resto da vida.

O filme possuí momentos assustadores, principalmente os que envolvem o garotinho Gage e o fantasmagórico Victor Pascow, um estudante que também teve o azar de morrer atropelado e aparece para Louis gravemente ferido, com o cérebro exposto, em um ótimo trabalho de maquiagem. O Cemitério Maldito também ganha muitos pontos pelo seu final inconclusivo e pessimista, uma das melhores adaptações de King para a tela grande.

Algumas curiosidades:

  • A grafia do título é escrita errada - Pat Sematary ao invés de Pet Cemitery - porque o cemitério de animais era basicamente um local para crianças enterrarem os seus bichinhos, a placa que identifica o lugar foi escrita por uma criança.
  • O ator que interpreta o vizinho gente boa Jud Crandall é nada menos que Fred Gwynne, mundialmente conhecido como o Herman Munster da série “Os Monstros”.
  • Miko Hughes, que interpretou o pequeno Gage, futuramente passaria um novo perrengue nas mãos de Freddy Krueger, ao fazer o papel do filho da Heather Langenkamp em “O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger”.
  • Stephen King é fã declarado dos Ramones e fez algumas alusões à banda no conto escrito. Já no filme, King fez questão que incluíssem músicas da banda.
  • Os Ramones experimentaram um considerável aumento em sua popularidade mundial justamente com a canção “Pat Sematary”, título do filme e executada durante os créditos finais.
  • Stephen King aparece em uma pequena ponta, interpretando o padre na cena do funeral.
  • A banda norte americana Creed, que fez bastante sucesso no início da década, teve o seu nome baseado na família Creed de O Cemitério Maldito.

victor

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mais um pôster de A Hora do Pesadelo

freddy-new-poster

Se tem uma frase para definir o terceiro cartaz - que sei lá por que, os sites estão chamando de banner - do remake de A Hora do Pesadelo, com certeza é: Agora sim!

Porém, dependendo do ponto de vista tendo como referência o seu nível de maldade mental e falta de amor no coração, sem vergonha mesmo é a nova tagline nele contida: “He knows where you sleep” (“Ele sabe onde você dorme”).

Dá uma olhada:

nighmare_elm_street_2010_poster_banner

O pôster lembra bastante alguns dos filmes clássicos da série. Bem melhor do que os dois primeiros cartazes. E que venham mais novidades.

A propósito, falando nos dois primeiros, saca só o segundo em versão tupiniquim:

freddy_brasil

Eu sei onde você dorme. Na sua cama. No máximo, no sofá da sala.

Ouça a nova música do Hole

courtney_frances

Primeiramente, para quem não se lembra, o Hole foi aquela banda liderada pela viúva do Kurt Cobain, a Courtney Love, que tentava pagar uma de pós-grunge no final dos anos 90. A bem da verdade, eles(as) só tem dois hits dignos de nota, “Violet” e “Celebrity Skin”, esta gravada na época em que a ex-senhora Cobain ainda era até bonitinha, com clipezinho maneiro na MTV e tudo mais. Hoje ela está uma baranga de dar pena, tanto que eu me peguei apreensivo em postar ou não a tenebrosa fuça da moçoila. E com respeito ao meu querido blog, resolvi optar por “não, obrigado”. Se quiser conferir a carranca, vai lá na Rolling Stone Brasil.

Pois bem, onze anos depois de Celebrity Skin, a banda está de volta - ou melhor, só ela está de volta, já que os outros integrantes são todos diferentes - lançando o disco “Nobody’s Daughter”, do qual uma das canções foi disponibilizada para download.

Quer ouvir a nova música do Hole? Clica aqui então.

Mas falando sério agora, eu confesso que nem ouvi o negócio. O único motivo de eu ter comentado a respeito foi devido ao nome da canção, “Skinny Little Bitch”.

Cara, isso sim que é jeito de se batizar uma música! Em português, ficaria algo como “Putinha Esquelética”. E o nome da banda é “buraco”. Imagina se eles fossem num Altas Horas da vida?

Seria tipo assim:

“Agora com vocês, lançando o disco ’Filha de Ninguém’, a banda Buraco! Cantando o sucesso ‘Putinha Esquelética’!”.

hahahahaha Genial!

Melhor que isso só se tivéssemos no Brasil uns roqueiros que fizessem músicas com títulos no estilo do Pantera. Pensa que massa ia ser ouvir no rádio coisas como “Cowboys do Inferno” ou “Portões do Cemitério”?

Como eu queria ter nascido com um pouco de talento e criatividade viu...

Planeta dos Macacos: Conheça o gorila de Marte

mars_atmosphere

Tem coisas que a gente lê por aí que, no mínimo, podem ser classificadas como bizarras.

Por exemplo, segundo o site do tablóide inglês The Sun, uma sonda da NASA supostamente teria fotografado um animal muito semelhante a um gorila na superfície do planeta vermelho.

Saca só:

mars_gorilla

E olha que a matéria ainda cita um sujeito chamado Nigel Cooper, um estudioso de fotos tiradas por sondas da NASA, afirmando que "Definitivamente, é um algum tipo de criatura".

Sei. Que nem aquele rosto que tem por lá também né?

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Parabéns campeões!

Se bem que seria maneiro se fosse verdade.

Aerosmith voltará ao Brasil

aerosmith

Bom, todo mundo sabe que acabou aquela putaria com relação a saída de Steven Tyler do Aerosmith. Simplesmente divulgaram um vídeo dizendo que ele se candidatou ao posto e venceu. Pareceu mais um golpe de marketing maior do que a boca do vocalista, que apenas serviu para deixar alguns fãs da banda choramingando pelos cantos.

Pois se alegre, caro Aeróbico (essa doeu), eles não só voltaram como anunciaram uma turnê mundial e o Brasil está incluído.

Confira a declaração em vídeo:

"Ei, América do Sul! Adivinha quem é? É o melhor do Aerosmith chegando para agitar o seu mundo! Nós estamos a caminho de Caracas, Bogotá, Lima, Santiago, Buenos Aires e São Paulo”.

Será que desta vez eu consigo ir?

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